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Anfetaminas

Definição: A anfetamina é uma droga sintética de efeito estimulante da atividade mental. A denominação “anfetaminas” é atribuída a todo um grupo de substâncias como: fenproporex, metanfetamina e dietilpropiona. Todas estas são comercializadas sob a forma de medicamento. Os usos clínicos mais comuns são como moderador de apetite e no tratamento de pacientes com Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade. Um outro tipo de anfetamina bem conhecido, porém de uso ilícito, logo, não encontrado em farmácias, é a metilenodioximetanfetamina (MDMA), conhecida por êxtase. Saiba mais...

Histórico: Essa droga foi sintetizada por um químico alemão, Lazar Edeleanu, em 1887. Na década de 30, começou a ser comercializada sob forma de inalante para tratar congestionamento nasal, no tratamento de narcolepsia (um tipo de distúrbio do sono) e no Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade. O uso desse psicotrópico cresceu no período da 2ª Guerra Mundial, pois era distribuída para soldados. Apenas em 1971, nos Estados Unidos, iniciou-se um controle pela exigência de receita para sua aquisição.

Mecanismo de Ação: A ação da anfetamina é estimulante provocando aceleração do funcionamento mental, aumentando a liberação e o tempo de atuação dos neurotransmissores dopamina e noradrenalina no cérebro. Assim, há uma alteração nas funções de raciocínio, emoções, visão e audição, provocando sensação de satisfação e euforia. Saiba mais...

Efeitos no organismo: A pessoa sob o efeito de anfetamina tem insônia, perde o apetite, fica eufórica e com uma fala acelerada. Além disso, apresenta irritabilidade, prejuízo do julgamento, suor, calafrios, dilatação das pupilas e convulsões. Saiba mais...

Consequências negativas: A anfetamina provoca dependência, assim o usuário tem que consumir maiores quantidades de comprimidos para obter os mesmos efeitos (tolerância). É comum que pessoas que utilizem anfetamina para perder peso, voltem a engordar quando interrompem o seu uso. O uso indevido e prolongado pode provocar alterações psíquicas, lesões cerebrais e aumenta do risco de convulsões e overdose. Saiba mais...

Consumo no Brasil: O Brasil é um dos maiores consumidores mundiais de medicamentos anorexígenos a base de anfetaminas. A maior parte dos usuários são mulheres que a utilizam para o emagrecimento. Saiba mais...

  


Definição
A anfetamina é uma droga sintética de efeito estimulante da atividade mental. A denominação “anfetaminas” é atribuída a todo um grupo de substâncias como: fenproporex, metilfenidato, manzidol, metanfetamina e dietilpropiona. Todas essas são comercializadas sob a forma de medicamento. Um outro tipo de anfetamina, bem conhecido, porém de uso ilícito, logo, não encontrado em farmácias, é a metilenodioximetanfetamina (MDMA), conhecida por “êxtase”.

O uso clínico mais comum dessa categoria de substâncias é como moderador de apetite. Esse uso é aconselhado apenas em casos de obesidade mórbida, por se tratar de uma substância que provoca dependência, dado este, pouco conhecido pelos pacientes. Outro uso clínico comum é em pacientes diagnosticados com Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade.

As anfetaminas também são conhecidas como “Rebite” pelos motoristas que precisam dirigir várias horas seguidas sem descansar, sendo ingeridas, neste caso pelo seu efeito de inibição do sono. Já entre os estudantes, é conhecida por “bola”, e é também utilizada para inibição de sono com objetivo de passar a noite inteira estudando.

As anfetaminas possuem diferentes formas de uso – via oral, por comprimido ou solução, fumada e por via injetável.

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Mecanismo de Ação
A ação da anfetamina é estimulante, provocando aceleração do funcionamento mental, por meio do aumento da liberação e tempo de atuação de dopamina e noradrenalina no cérebro. 
 

A dopamina é o nerotransmissor que se relaciona à dependência, proporcionando sensação de prazer. Além disso, está relacionada ao comportamento motor fino, cognição/percepção, controle hormonal e sistema neurovegetativo, este último relacionado a comportamentos motivacionais, de desejo, como fome, sede e sexo. Já a noradrenalina é relacionada ao controle de humor, motivação, cognição/percepção, comportamento motor fino e manutenção da pressão arterial.

O efeito do aumento desses neurotransmissores no cérebro é uma alteração nas funções de raciocínio, emoções, visão e audição, provocando sensação de satisfação e euforia. Essa alteração provoca prejuízo cognitivo relacionado à atenção, planejamento e tomada de decisões. Quando administrada pela via injetável, tem início de ação bem rápido. Já pela via oral, tem um início de ação lento, porém dura de oito a dez horas.

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Efeitos no Organismo
A pessoa sob o efeito de anfetamina tem insônia, perde o apetite, fica eufórica (cheia de energia) e com uma fala acelerada. Além disso, apresenta sensação de poder, irritabilidade, prejuízo do julgamento, suor e calafrios. A pupila dilata-se, efeito chamado midríase, sendo prejudicial e perigoso para os motoristas que a consomem, pois ficam com o olho mais sensível aos faróis dos carros. 
 

A circulação sanguínea é prejudicada pela contração das artérias, outro efeito da substância, reduzindo oxigenação e transporte de nutrientes importantes. A pressão arterial é elevada e há aumento da freqüência de batimentos cardíacos (taquicardia), podendo gerar infarto agudo do miocárdio ou arritmias cardíacas, sendo ambos potencialmente letais.

No cérebro podem ocorrer acidentes vasculares (derrames) e isquemias (prejuízo na circulação sanguínea em pequenas áreas), acarretando como conseqüência, neste último caso, diminuição da atenção, concentração e memória. Convulsões é outro efeito do uso de anfetamina pela elevação da temperatura do corpo.

A redução da sensação de fadiga ocasionada pela anfetamina pode ser prejudicial, já que ao disfarçar o cansaço provoca um esforço excessivo para o corpo. Porém, quando o efeito da droga passa, o usuário sente uma grande falta de energia e depressão, não conseguindo realizar nem as tarefas que fazia anteriormente ao uso.

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Conseqüências Negativas
Por ser uma droga que provoca dependência, o usuário tem que consumir maiores quantidades de comprimidos para obter os mesmos efeitos (tolerância). Quando o uso de anfetamina é crônico, a dose tem que ser aumentada, não só pela tolerância, mas para evitar sintomas de abstinência como aumento de apetite, cansaço e sonolência.
   

É comum que pessoas que utilizam anfetamina com o objetivo de perder peso, voltem a engordar quando interrompem o seu uso. Assim, sua indicação é mais adequada a pacientes com obesidade mórbida (pessoas muito obesas). Apesar disso, grande parte dos usuários de anfetaminas são mulheres e muitas delas sofrem de dismorfia corporal, ou seja, têm uma visão distorcida do seu corpo. O uso indevido e prolongado pode provocar alterações psíquicas, lesões cerebrais e aumenta do risco de convulsões e overdose.

Quando é consumida em quantidade excessiva, todos os efeitos no organismo são agravados e surgem outros como agressividade e temperamento irritadiço. Além disso, o usuário passa a suspeitar de que outros estão tramando contra ele, ficando num estado de alerta exagerado conhecido como delírio persecutório.

Dependendo da sensibilidade do indivíduo ele pode entrar num verdadeiro estado de paranóia, conhecida como psicose anfetamínica. A sensibilização do indivíduo pode ocorrer por um uso crônico, fazendo com que esses efeitos negativos já apareçam em baixas doses da droga. Há pesquisas em animais de laboratório que comprovam a degeneração celular no cérebro, provocando lesões irreversíveis pelo uso abusivo do psicotrópico.

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Consumo no Brasil
O Brasil é um dos maiores consumidores de medicamentos anfetamínicos e a maior parte dos usuários são mulheres que os utilizam para o emagrecimento. Os anfetamínicos encontrados em farmácias no Brasil, obtidos a partir do Dicionário de Especialidades Farmacêuticas, estão apresentados na tabela abaixo.
  

Anfetamínico

Produtos vendidos em farmácias

Dietilpropiona ou Anfepramona Dualid S®; Hipofagin S®; Inibex S®; Moderine®
Fenproporex Desobesi-M®
Mazindol Fagolipo®; Absten-Plus®
Metanfetamina Pervitin®
Metilfenidato Ritalina®

O II Levantamento Domiciliar sobre o Uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil (Senad/Cebrid/Unifesp) - estudo realizado em 2005 nas 108 maiores cidades do País, envolvendo 7.939 pessoas, entre 12 e 65 anos -  revelou os seguintes dados sobre o consumo de anfentaminas:

  ANFETAMINAS - Estatísticas

O Cebrid, em 2004, realizou o V Levantamento Nacional sobre o Consumo de Drogas Psicotrópicas entre Estudantes do Ensino Fundamental e Médio da Rede Pública de Ensino, nas 27 Capitais Brasileiras, ouvindo 48.155 estudantes.

Neste estudo foi constatado que 3,7% dos estudantes fizeram o uso de algum anfetamínico na vida, 3,2% no último ano e 1,9% no último mês. Quando o uso na vida é relacionado às regiões do Brasil relatou-se que na Região Centro-Oeste 4,6% da população estudada fez uso na vida dessas substâncias, já nas outras regiões as taxas foram: Região Sul, 4,1%, na Região Nordeste 3,6%, na Região Norte 3,4% e na Região Sudeste 3%.

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