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Acesse os principais resultados dos Levantamentos Nacionais sobre uso de drogas pela população brasileira.

 

- II Levantamento Domiciliar sobre o uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil - 2005

 

- Padrões de Consumo de Àlcool na População Brasileira - 2006

 

- I Levantamento Domiciliar sobre o uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil - 2001

 

  


  II Levantamento Domiciliar sobre o uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil  2005


 

DADOS GERAIS DA PESQUISA


Título: II Levantamento Domiciliar sobre Uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil – 2005

Instituição responsável: Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas

Instituição Executora: Centro Brasileiro de Informação sobre drogas – CEBRID

Objetivos:

a) Estimar a prevalência do uso: Álcool, tabaco e outras drogas, medicamentos psicotrópicos, esteróides/anabolizantes e Orexigenos

b) Estimar o número de pessoas dependentes de álcool, tabaco e outras drogas.

c) Percepção da população sobre: Facilidades em se conseguir drogas, tráfico de drogas, pessoas sob efeito de álcool/drogas e riscos graves de se usar certas drogas.

d) Verificar número de pessoas que se submeteram a tratamentos pelo uso de álcool/drogas.

e) Complicações decorrentes do abuso de álcool/drogas.

Metodologia

a) População alvo:

Residentes nas cidades com mais de 200 mil habitantes (total de 108 cidades).

População: 47.135.928 habitantes

Faixa etária compreendida entre os 12 e 65 anos de idade.

Tamanho da amostra: 7939 entrevistas

b) Questionário:

Foi utilizado o questionário proposto pelo SAMHSA (Substance Abuse and Mental Health Services Administration) dos Estados Unidos da América do Norte, que foi traduzido e adaptado para as condições brasileiras.

 

RESUMO

 

Em relação aos dados sobre a prevalência do uso na vida de qualquer droga psicotrópica houve bastante variação, tanto em relação ao sexo como à faixa etária estudada. Verificou-se que em 2001, 19,4% dos entrevistados já haviam usado algum tipo de droga e, em 2005 este número foi para 22,8%, o que corresponde a uma população estimada de aproximadamente 11.603.000 pessoas, excluindo-se da análise o Álcool e o Tabaco. A comparação das porcentagens de uso na vida das drogas entre 2001 e 2005 mostrou que houve aumento para Maconha (6,9% para 8,8%); Benzodiazepínicos (3,3% para 5,6%); Estimulantes (1,5% para 3,2%); Solventes (5,8% para 6,1%) e Cocaína (2,3% para 2,9%). Por outro lado, diminuiu o uso na vida de Orexígenos (4,3% para 4,1%) e Xaropes à base de codeína (2,0% para 1,9%), respectivamente, em 2001 e 2005. Pode-se notar que para três drogas houve aumento importante (Maconha, Benzodiazepínicos e Estimulantes) quando se excluem da análise Álcool e Tabaco. Isto denota que não se pode deixar de lado nas campanhas de prevenção os medicamentos, como: Ansiolíticos (Benzodiazepínicos) e Anorexígenos (Estimulantes). Somente para os Estimulantes houve diferença e estatisticamente significantes (Tendo do X2, p < 0,05).

Em 2005, o uso na vida de Álcool nas 108 maiores cidades do País foi de 74,6%, porcentagem maior que em 2001 com 68,7%. Em relação aos outros países, foi inferior aos 86,5% observados no Chile e 82,4% nos EUA. No Brasil, como nos demais países com os quais nossos dados estão sendo comparados, o uso na vida de álcool foi maior para o sexo masculino quando comparado ao feminino. Já o uso na vida de Tabaco teve uma prevalência de 44,0% da população entrevistada, ao passo que no levantamento domiciliar de 2001 foi de 41,1%. Estas porcentagens são inferiores às prevalências observadas no Chile (72,0%) e nos EUA (67,3%) [CONACE, 2006; SAMHSA, 2006]. Os dados do uso na vida de Maconha, em 2001, foram de 6,9% aumentando para 8,8% em 2005. Em comparação a outros países, foram próximos aos resultados da Grécia (8,9%) e Polônia (7,7%), porém muito abaixo do observado nos EUA (40,2%), Reino Unido (30,8%), França (26,2%), Alemanha (24,5%), Itália (22,4%), Chile (22,4%) e Suécia com 13,8% (CONACE, 2006; E.M.C.D.D.A., 2006; SAMHSA, 2006).

A prevalência sobre o uso na vida de Cocaína nas 108 maiores cidades do Brasil, em 2005, foi de 2,9% (equivale a 1.459.000 pessoas) e de 2,3% em 2001. Aquela porcentagem é relativamente próxima às encontradas na Alemanha (3,2%), porém bem inferior a países como EUA (14,2%), Reino Unido (6,8%), Chile (5,3%) e Itália (4,6%) (CONACE, 2006; E.M.C.D.D.A., 2006; SAMHSA, 2006). Em relação ao uso na vida de “Crack”, a porcentagem foi de 1,5% para o sexo masculino, dados de baixa precisão quando da expansão, o que corresponderia a aproximadamente 371.000 pessoas do sexo masculino que já teriam tido contato com essa forma de cocaína. Esta porcentagem brasileira de 1,5% é bem inferior ao observado nos EUA com 3,3% (SAMHSA, 2006). O uso na vida de Merla (outra forma de cocaína) apareceu apenas com prevalência de 0,2%.

Ao contrário da alta prevalência observada por outros estudos realizados pelo CEBRID como, por exemplo, estudantes (15,5%) [2004] e meninos de rua (44,4%) [2003] o uso na vida de Solventes aumentou de 5,8% em 2001 para 6,1% em 2005. A prevalência do uso na vida de Solventes (6,1%) foi superior ao verificado na Colômbia (1,4%), Bélgica (3,0%) e Espanha (4,0%) e inferior ao que foi constatado nos EUA com 9,5% do total das respostas (Ospina, 1997; E.M.C.D.D.A., 2006; SAMHSA, 2006).


Levantamento Completo

 

 

Tabelas - População Geral Brasileira

 Prevalências em porcentagens e população estimada com uso na vida de diferentes Drogas Psicotrópicas.

 Prevalências em porcentagens e população estimada com uso no ano de diferentes Drogas Psicotrópicas.

 Prevalências em porcentagens e população estimada com uso no mês de diferentes Drogas Psicotrópicas.

  Distribuição dos entrevistados segundo dependência de drogas.

  Idade média do início do consumo de diferentes Drogas Psicotrópicas.

  Comparações das freqüências de uso na vida, no ano e no mês no Brasil, em 2001 e 2005 

 Início


 Padrões de Consumo de Álcool na População Brasileira - 2006



 

DADOS GERAIS SOBRE A PESQUISA


Título: 1º Levantamento Nacional sobre Padrões de Consumo de Álcool na População Brasileira - 2006

Instituição responsável: Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Universidade Federal de São Paulo

Instituição Executora: Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas – Uniad da Universidade Federal de São Paulo - Unifesp

Objetivos

a) Estimar o padrão de consumo de álcool pela população brasileira

b) Investigar como bebe o povo brasileiro: onde, quando, que tipos de bebidas e com que freqüência e quantidade.

c) Estimar a quantidade e determinar os tipos de problemas associados ao consumo de álcool

d) Estimar a quantidade de brasileiros que fazem uso nocivo ou são dependentes do álcool.

e) Levantar a opinião sobre as políticas públicas para reduzir o consumo de álcool e suas consequências

Metodologia:

Público Alvo: Brasileiros residentes em 143 municípios sorteados e representativos de todas as regiões do País.

População: 136 milhões de habitantes 

Faixa etária: acima de 14 anos de idade. 

Tamanho da amostra: 3007 indivíduos, sendo 2.346 adultos e 661 entre 14 e 17 anos

RESUMO

 

Os dados de freqüência mostraram que 52% dos brasileiros podem ser classificados como bebedores. Praticamente metade dos bebedores (27%) faz uso na classe ocasional ou raro e a outra metade (25%) faz uso de pelo menos 1 vez por semana. Existem variações marcantes dessas taxas de freqüência. Quanto ao uso mais freqüente, ou seja, pelo menos 1 vez por semana, as diferenças mais marcantes são: a) em relação ao sexo, 39% dos homens e 13% das mulheres; b) na Região Sul 36% fazem uso de pelo menos 1 vez por semana e na Região Norte somente 14%; c) em relação às faixas etárias, os mais jovens fazem um consumo regular ao redor de 30% e os com mais de 60 anos apenas 15%; d) as classes sociais mais ricas (A e B) bebem numa freqüência semanal de cerca de 30% das vezes e na classe E somente 17%. Esses dados revelam a complexidade do beber no Brasil. Ressaltam que o beber freqüente ocorre na mesma proporção que o beber ocasional, mas que homens, os que vivem na Região Sul, nas faixas mais jovens e nas classes mais ricas acabam tendo um perfil de beber mais freqüente.


A população que bebe além de 5 doses (5 para homens e 4 para mulheres), que é considerado o beber de maior risco, 29% bebe dessa forma e 48% abaixo de 2 doses. Quando se faz a análise por sexo, tem-se que 38% dos homens bebem acima de 5 doses e 38% abaixo de 2 doses. Nas mulheres, 17% acima de 4 doses e 63% abaixo de 2 doses. Na variável idade, predomina o consumo maior do que 5 doses, ao redor de 30%, e somente na faixa etária acima de 60 anos esse índice cai para 17%. Se por um lado na Região Sul predomina a alta freqüência do beber, por outro prevalece o uso do álcool em baixas doses, com 66% bebendo menos do que 2 doses; já o Centro-Oeste e o Norte, apesar de nessas regiões predominar o uso menos freqüente, apresentam as maiores quantidades, com 38% bebendo mais do que 5 doses. Essa inversão também ocorre em relação às classes sociais: embora a classe A tenha a maior freqüência do beber, apresenta no geral a menor taxa de quantidade, com 62% bebendo até 2 doses; enquanto a classe E, que tem menor freqüência, apresenta 45% dos bebedores com padrão maior do que 5 doses.


Juntando essas duas variáveis de freqüência e quantidade, criando um padrão que leva em conta esses dois componentes, obtém-se um resumo do padrão do beber brasileiro, em que 48% são abstinentes, 24% bebem freqüentemente e pesado e 29% são bebedores pouco freqüentes e não fazem uso pesado. Este resumo afasta a visão simplista de que “todo mundo bebe um pouco”. Metade da população não bebe; dos bebedores, a metade bebe com um padrão perigoso e somente a outra metade bebe com um padrão relativamente seguro. Essa informação é importante e deveria ser amplamente divulgada e discutida, pois mostra que o consumo de bebidas alcoólicas não é um fenômeno em que a maioria bebe pouco. Na realidade, metade dos bebedores consome álcool com alto risco para sua saúde.


Os tipos de bebida consumidos acabam confirmando os padrões descritos acima. A cerveja é a bebida nacional. Ela é inegrida preferencialmente por ambos os sexos e em todas as idades, regiões e classes sociais. Já os destilados são consumidos predominantemente nas Regiões Norte (18%) e Nordeste (20%), assim como pelos homens (17%). Esse consumo é compatível com os dados anteriores, que mostram o predomínio de maiores quantidades nessas regiões e pelos homens. No geral, pessoas que tendem a consumir maiores quantidades buscam o consumo de bebidas com graduação alcoólica mais elevada. Já as mulheres consomem 34% de vinho, compatível com um padrão mais moderado.

 

Levantamento completo 

 


I Levantamento Domiciliar sobre o uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil 2001  


 

DADOS GERAIS DA PESQUISA


Título: I Levantamento Domiciliar Sobre o Uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil – 2001.

Instituição Responsável: Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas

Instituição executora: Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas (CEBRID) da Universidade Federal de São Paulo.

Objetivos:

- Estimar a prevalência do uso ilícito de drogas, de álcool, de tabaco e o uso não médico de medicamentos psicotrópicos, além de esteróides anabolizantes;

- Estimar o número de pessoas dependentes de drogas, de álcool e de tabaco.

c)    - Percepção da população sobre:

                                               - facilidades em se conseguir drogas;

                                               - tráfico de drogas;

                                               - pessoas sob efeito de álcool/drogas;

                                               - riscos graves de se usarem certas drogas;

d)   - Verificar quantas pessoas se submeteram a tratamentos pelo uso de álcool/drogas.

e)    - Complicações decorrentes do abuso de álcool/drogas.

Metodologia:

Público Alvo: População brasileira residente nas cidades com mais de 200 mil habitantes. Participaram da pesquisa 107 municípios brasileiros.

População: 47.045.907 habitantes

Faixa etária: entre 12 e 65 anos de idade

Tamanho da amostra: 8.589 entrevistas;

Questionário do SAMHSA (Substance Abuse and Mental Health Services Administration) do U.S. Department of Health and Human Services Public Health Service, que foi traduzido e adaptado para as condições brasileiras.

 

RESUMO